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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sindicato de fachada usa carata sindical inválida para receber imposto sindical


Mais uma tentativa de recolhimento ilegal do Imposto Sindical levou os dirigentes do Sindicato dos ServidoresPúblicos de Nossa Senhora do Socorro (SINDSOCORRO), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), a prestar queixa do ocorrido na 5ª Delegacia do Conjunto João Alves, na última sexta-feira, 11/04.

Há duas semanas, no dia 4 de abril, o senhor Joanes Albuquerque de Lima, representando o SINDISPUB, publicou no Jornal do DIA uma solicitação à Prefeitura Municipal de Nossa Senhora do Socorro do repasse referente ao Imposto Sindical – recolhido compulsoriamente do salário dos servidores públicos do município. O referido Sindicato, no entanto, não existe: nem institucionalmente, nem enquanto referência dos servidores públicos de Socorro.

Em 2010, junto à Força Sindical, o senhor Joanes Albuquerque tentou pela primeira vez embolsar o dinheiro do Imposto Sindical, alegando ser o presidente do SINDISPUB e portando a exigida Carta Sindical. Mas o SINDISOCORRO, que desde 2001 representa os trabalhadores do município de Nossa Senhora do Socorro e é referendado pela atuação e luta na defesa de seus direitos e interesses, ingressou com uma ação judicial que cancelou a Carta Sindical do SINDSPUB. O registro do sindicato representado pela Força Sindical foi concebido de forma irregular pelo MTE, uma vez que não pode haver dois sindicatos representando a mesmabase de trabalhadores.

A Justiça Federal impediu o golpe da Força Sindical junto ao SINDSPUB e, passados três anos do ocorrido, os mesmos senhores tentam novamente burlar a decisão judicial que a inviabiliza este ‘sindicato de fachada’ a praticar qualquer tipo de ato junto ao MTE.

Para o presidente do SINDSOCORRO, Wellington Araújo do Espírito Santo, este é um exemplo clássico do sindicalismo que só tem interesse no Imposto Sindical e está completamente desatrelado de luta, movimento social ou qualquer relação com os trabalhadores, que são os principais prejudicados. “O sindicato já levou o caso à Polícia e levará ao MPF. Não vamos deixar que esta tentativa de golpe vigore, nem desta vez nem em nenhum outro momento. Não adianta a Força Sindical insistir na criação de um sindicato que não luta, que não mobiliza, que não serve ao trabalhador, mas apenas para recolher seu dinheiro através do Imposto Sindical”, defendeu.

Fonte: FaxAju Notícias