A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Condsef cobra reunião no Planejamento e garantia de que nenhum servidor do Dnit sofra punição por participar de greve legítima


Na semana passada servidores do Dnit de todo o Brasil participaram de um encontro nacional da categoria, na sede da Condsef em Brasília, onde foi feita uma avaliação da greve que terminou sem que o impasse com o governo fosse resolvido. Apesar de não terem acatado a proposta colocada pelo Ministério do Planejamento de reajuste de 15,8%, os servidores avaliaram que a greve deste ano fortaleceu a organização da categoria que vai seguir lutando pelo atendimento de suas demandas mais urgentes. Trabalhos de força tarefa vão continuar sendo feitos com intuito de buscar apoio importante de parlamentares para o necessário fortalecimento do Dnit. Além disso, a Condsef segue cobrando uma reunião na Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) onde vai buscar garantias de que nenhum servidor do Dnit sofra punições de qualquer natureza por ter participado de uma greve legítima. A expectativa é de que a reunião seja confirmada ainda para essa semana.

Ao todo, os servidores do Dnit permaneceram 74 dias em greve. Apesar de todos os esforços para buscar um consenso no processo de negociações, o governo optou por manter inalterada a proposta apresentada que concedia 15,8% de reajuste para o setor, algo que ficou muito distante das necessidades apresentadas pela categoria. No encontro nacional do setor, os servidores concordaram com a manutenção de comissões para garantir que o debate de mobilização e a construção da unidade permaneçam. Mesmo com o fim da greve a luta dos servidores deve permanecer intensa.

A categoria deve permanecer atenta. A Condsef vai continuar acompanhando os desdobramentos do fim da greve. A entidade segue também lutando e trabalhando para que as reivindicações e acordos ainda não cumpridos de setores de sua base sejam atendidos. A entidade volta a reforçar que para auxiliar na busca pelo atendimento de suas principais demandas os servidores devem permanecer atentos e reforçar sua mobilização. Para isso uma grande greve em 2014 não está descartada. A pressão junto ao governo é um elemento essencial para garantir que pontos urgentes e necessários que fazem parte da pauta de reivindicação das categorias possam alcançar os avanços esperados.

Fonte: Condsef

Senado apura sumiço de toners


Processo administrativo é aberto após funcionários terceirizados do ILB serem flagrados vendendo material de impressora

O Senado investiga um suposto esquema de furto de tinta de impressoras por funcionários da Casa que pode alcançar cifra milionária. O processo administrativo, que corre em sigilo, foi aberto depois que terceirizados do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) — órgão de capacitação, pesquisa e disseminação de conhecimentos do Senado — foram encontrados no Centro Universitário Unieuro, em Brasília, descarregando caixas cheias de toners de um carro oficial.

O flagrante ocorreu em 29 de janeiro. Os funcionários estariam vendendo a terceiros os toners comprados pelo Senado. Um policial militar que passava pelo local achou a cena curiosa e resolveu avisar à PM, que repassou o fato à Polícia Legislativa do Senado.

A sindicância apura desde quando ocorriam os supostos desvios e está ouvindo, inclusive, um funcionário aposentado do Senado. Há indícios de que o esquema começou em 2008 e envolva mais servidores. O Correio apurou que, somente no caso flagrado, havia cerca de 400 toners, avaliados em pelo menos R$ 300 cada. Os dois funcionários terceirizados que estavam no centro universitário no dia da ação policial foram demitidos pelo Senado.

O diretor do instituto na época era Carlos Roberto Stuckert — hoje adjunto do órgão —, que chegou a figurar como um dos maiores salários do Senado em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Procurado pelo Correio, ele não quis dar detalhes: “Não estou sendo investigado, apenas era chefe quando o fato ocorreu”.

A investigação interna do Senado foi publicada no Boletim Administrativo na semana passada. Uma comissão nomeada pela Casa terá 60 dias para concluir um relatório. O ILB oferece cursos para os servidores do Senado e de órgãos conveniados (como câmaras municipais e assembleias legislativas) e para a população.

O Senado alegou que, ao saber do ocorrido, “imediatamente a Secretaria de Polícia Legislativa instaurou inquérito policial para procedimentos de investigação”. “Foi determinada a abertura de sindicância, conforme Portaria do Primeiro-Secretário nº 37/2013. Da sindicância, resultou a abertura de processo administrativo disciplinar”, respondeu.

A Casa não liberou resultados preliminares da investigação, sob o argumento de que a Lei de Acesso à Informação “impede a divulgação de processo de fiscalização em andamento, respondendo o agente pelos danos causados em decorrência da divulgação indevida ou não autorizada dessas informações”.

O Centro Universitário Unieuro disse que, em janeiro, foi procurado pela Polícia Legislativa do Senado, que pediu acesso às gravações das câmeras de segurança da instituição. De acordo com a assessoria do Unieuro, após a verificação dos vídeos, “não foi encontrada nenhuma irregularidade (por parte do centro universitário)”. “O Unieuro não tem conhecimento dessas ações ilegais dentro das suas instalações, e nega a compra de material sem nota fiscal.”

Selos

A venda de toners não é o único caso de supostos desvios investigados pelo Senado. Em junho, a Casa abriu auditoria para apurar despesas de senadores e da área administrativa com selos. Isso porque a Casa gastou quase R$ 2 milhões com a compra de 1,4 milhão de selos em um ano e quatro meses, mas não sabe o que ocorreu com o material.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa em seu site, o Senado diz que “somente após a conclusão da auditoria, terá condições de informar o número de postagens e outros serviços solicitados à ECT e os correspondentes custos anteriores a maio deste ano”.

R$ 300 Valor de cada toner comprado pelo Senado

Fonte: Correio Braziliense