A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Prioridades para 2013

Entidades que compõem o fórum em defesa dos servidores e serviços públicos neste final de semana para discutir temas como negociação coletiva, direito de greve e acordo coletivo especial, prioridades além da campanha salarial. Há itens onde as entidades já alcançaram consenso. Todas são a favor da regulamentação da negociação coletiva, defendem o direito irrestrito de greve dos servidores e são contra o acordo coletivo especial de trabalho. Os representantes dos servidores pontuaram a importância de se lutar para que o acordo coletivo especial, que permite a flexibilização direitos da categoria, seja cortado pela raiz.

Sem ameaças
O diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público (Condsef), Pedro Armengol (foto), lembrou que não se pode permitir em nenhuma hipótese que direitos conquistados sejam ameaçados, como este acordo promete fazer tornando um processo de negociações mais importante do que a própria legislação vigente. Para a Condsef e todas as entidades que representam o conjunto dos servidores das três esferas é inadmissível que o negociado sobreponha o legislado. Esta será uma bandeira de luta recorrente da categoria ao longo de 2013.

Direito de greve
Também seguem como bandeiras centrais de luta a defesa pela regulamentação da negociação coletiva e pelo direito irrestrito de greve. Há alguns itens dentro desses temas em que as entidades ainda não conseguiram construir um consenso. Justamente por isso, o acúmulo de debate sobre os assuntos se faz tão importante e uma oficina nos dias 20 e 21 de fevereiro vai será promovida aqui em Brasília, com a presença de representantes de servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o Brasil.

Campanha salarial
Só para lembrar, segue previsto para o dia 20 de fevereiro o lançamento da campanha salarial 2013. O local do lançamento ainda está sendo avaliado e será divulgado assim que confirmado.

Assistência à saúde
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep) vai promover nas próximas semanas um seminário para debater a assistência à saúde do servidor público federal. No final do ano passado, o Ministério do Planejamento publicou portaria com os valores reajustados da participação da União no custeio da assistência à saúde suplementar do servidor e seus dependentes.

Insuficiente
Porém, na avaliação do sindicato, os valores reajustados da contrapartida ainda são insuficientes para fazer frente aos preços dos planos de saúde que nos últimos cinco anos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sofreram reajustes que ficaram muito acima da inflação.

Faixas etárias
Os valores da participação da União no custeio da assistência à saúde do servidor, publicados na Portaria 625, variam de R$ 82,83 e R$ 167,70, conforme a idade e a remuneração do servidor, e foram ampliados para 10 faixas etárias. O novo cálculo prevê que quanto maior a faixa etária e menor a renda do servidor, maior é a contrapartida da União. Com isso, a maior contrapartida do governo é destinada os servidores (ou dependentes) com 59 anos ou mais e remuneração de até R$ 1.499. Já os mais jovens e com maior renda receberão uma contrapartida menor. 

Por mais fiscais
Fiscais federais agropecuários fizeram ato público ontem para pedir a realização de concursos públicos porque, de acordo com o delegado do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, Ricardo Luiz, o governo estuda a contratação temporária de funcionários, uma prática que desvaloriza os profissionais da área. Segundo ele, nos últimos anos os concursos serviram apenas para amenizar parte do problema ocasionado pela carência de profissionais.

Indenização
A 2ª Turma Suplementar do TRF da 1ª Região manteve a condenação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a indenizar a família de um ex-servidor que foi assassinado enquanto – a serviço – transportava dinheiro. Inconformada, a ECT recorreu, alegando que ofereceu a devida segurança durante o transporte, incluindo dois policiais militares na viagem, ocorrida no Pará.

Seleção na educação
A Secretaria de Educação do DF recebe até o dia 8 de fevereiro inscrições para o processo interno de seleção simplificada de servidores para compor as equipes de trabalho da Coordenação de Saúde Ocupacional e da Gerência de Procedimentos Disciplinares. Os interessados deverão encaminhar currículo simplificado para o email sugepe@gmail.com, assunto: Processo Seletivo COSAÚDE ou GEPROD, e agendar entrevista na unidade administrativa de interesse. O resultado da seleção será divulgado no dia 26 de fevereiro.

Recadastramento no TJDF
O Tribunal de Justiça do DF vai iniciar o recadastramento anual de seus aposentados e pensionistas. Para isso será enviado, via correios, um formulário com os dados funcionais que deverão ser atualizados. Os aposentados e pensionistas do TJDF que fazem aniversário em janeiro e fevereiro ficam dispensados de se apresentar tendo em vista o curto espaço de tempo decorrido do recadastramento de 2012.

Comprovadas
Caso existam modificações a serem feitas nas informações, elas devem ser comprovadas mediante documentação que ateste a nova situação. Para entregar o formulário, os magistrados devem comparecer pessoalmente ao Serviço de Registro Funcional de Magistrados (Sermag) e os servidores aposentados e pensionistas ao Serviço de Registro de Aposentados e Pensionistas da Subsecretaria de Cadastro de Pessoal (Seripe).

Em casa
Se houver impossibilidade de comparecimento, em virtude de moléstia grave ou condição precária de locomoção, o aposentado poderá encaminhar a documentação por um responsável, anexando ao formulário laudo expedido por junta de no mínimo três médicos, ou ainda, solicitar visita domiciliar realizada por médico designado pela Secretaria de Saúde do tribunal, mediante agendamento prévio pelo telefone 3103-6732.

Fonte: Jornal de Brasília

Emenda da Previdência pode ser derrubada pelo STF


Reforma implantada em 2003 foi aprovada com votos do Mensalão


SEGUNDO Luciana Genro, réus condenados
 do esquema orientavam partidários
A polêmica reforma da Previdência, implantada em 2003 através da Emen­da Constitucional (EC) 41, pode estar com seus dias contados. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) deu entrada, no último mês de dezembro, a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida. De acordo com o próprio STF, a aprovação da EC 41 foi feita através da compra de votos de parlamentares dentro da Ação Penal 470, mais conhecida como esquema do Mensalão, o que compromete a legitimidade do processo.

A EC 41 foi responsável por uma série de mudanças que afetaram, prioritariamente, os servidores públicos. Entre elas, a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), que será necessária para que os novos servidores possam receber suas aposentadorias integralmente. “As mudanças para os trabalhadores do Regime Geral da Previdência ocorreram ainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo a implantação do fator previdenciário. No entanto, era muito difícil atingir os servidores públicos e essa nova reforma colocou regras como idade mínima, taxação dos inativos e a paridade”, explicou o advogado previdenciário Paulo Perazzo.

De acordo com a dirigente Nacional do PSOL, Luciana Genro, dos 25 reús condenados pelo STF no esquema do Mensalão, três eram líderes de bancada e orientaram seus partidários a votarem a favor da reforma da Previdência. O então deputado Valdemar da Costa Neto era responsável pelo bloco do partidos Liberal e Social Liberal (PL e PSL, respectivamente); Roberto Jefferson pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); e Pedro Henry pelo Partido Progressista (PP). “A EC 41 precisava de, no mínimo, 308 votos para ser aprovada e, ao todo, ela teve 358. Destes, 108 foram de parlamentares que receberam orientação dos condenados. Se a reforma tivesse recebido 50 votos a menos, ela não teria sido aprovada”, pontuou Luciana. 

Na ocasião, Luciana e outros parlamentares, como João Fontes, Babá e Heloísa Helena, foram expulsos do Partido dos Trabalhadores por votar contra a reforma. “O próprio ministro Lewandowski (Ricardo, revisor da Ação Penal 470) alertou que a votação do STF indicando a compra de votos iria resultar na nulidade da reforma previdenciária. Por esse motivo, estamos fazendo uma campanha para que exista uma pressão da sociedade sobre o tema. A opinião pública precisa estar atenta”, acrescentou a dirigente.

Na opinião do advogado trabalhista e previdenciário Ney Araújo, a reforma da previdência foi aprovada por interesses particulares, o que pode comprometer a sua validade. “Qualquer lei deve atender à sociedade e já se concluiu que os deputados foram comprados”, ponderou. “Normalmente, uma alteração previdenciária envolve milhões de pessoas e essa, entre outras coisas, aumentou o ônus para os servidores”, esclareceu.

Fonte: Folhape.com.br

Inscrições para 9ª Especialização em Gestão Pública começam nesta segunda-feira




As inscrições para a 9ª edição do Curso de Especialização em Gestão Pública começam nesta segunda-feira (4/2). Com 372 horas de duração, o curso de pós-graduaçãolato sensu é destinado a servidores públicos federais do Poder Executivo que atuam ou tenham potencial para atuar como dirigentes na gestão pública. Ofertado pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), o curso é financiado pelos alunos ou por seus respectivos órgãos de trabalho.


Para participar, o servidor deve possuir graduação em curso de nível superior certificado pelo Ministério da Educação (MEC), bem como ser aprovado em processo seletivo composto de prova escrita, análise curricular e entrevista. 


A Especialização busca construir com os participantes uma visão abrangente e integrada do campo da gestão pública no governo federal, aproximando-os de questões concretas da prática governamental, e incentivando uma postura favorável à inovação, sempre referenciada na melhoria da prestação dos serviços públicos e no alcance dos objetivos das políticas públicas brasileiras. 


Ao longo da capacitação, estratégias diversificadas de ensino teórico-aplicado serão desenvolvidas para facilitar a apropriação e a reelaboração de práticas de gestão. Entre elas, estão as novidades desta edição: os trabalhos de campo e a análise de experiências de gestão in loco.


Considerando os desafios e as perspectivas da administração pública federal, o objetivo é capacitar servidores públicos para atuarem como agentes da melhoria da gestão pública e serem aptos a liderar, articular, gerir e pensar de forma estratégica e inovadora a ação governamental, de modo a aperfeiçoar os serviços prestados à sociedade.


O prazo de inscrições vai até 3 de março. As aulas terão início em abril de 2013. Para mais informações, clique aqui.


Fonte: ENAP

Agenda de atividades de fevereiro sofre ajustes. Confira

Em reunião nesta terça-feira, as entidades nacionais que compõem o fórum em defesa dos servidores e serviços públicos promoveram alguns ajustes na agenda de atividades prevista para fevereiro. Com a alteração de datas, os servidores terão a sua disposição o auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados no dia 19 de fevereiro. Lá será realizada durante todo o dia a oficina que vai debater a negociação coletiva e direito de greve com servidores federais do Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o Brasil, incluindo servidores estaduais e municipais. Nos painéis a serem apresentados, além das Centrais Sindicais (CUT, CTB e CSP-Conlustas), devem participar o Diap, o Dieese e a AGU. No dia 20 de fevereiro ocorre o lançamento da campanha salarial unificada deste ano. Esta prevista uma atividade na Esplanada dos Ministérios. Os servidores vão promover um ato em frente ao Bloco K do Ministério do Planejamento onde cobrarão uma audiência com a ministra Miriam Belchior. O objetivo é conseguir a reabertura dos processos de negociação em busca do atendimento das pautas unificadas dos servidores federais. Um ofício (veja aqui) com as pautas já foi protocolado na semana passada em diversos setores do governo.

Aproveitando o calendário de atividades unificadas, a Condsef remarcou para o dia 18 de fevereiro a realização de uma série de encontros setoriais de sua base. Entre os setores com plenária prevista para o dia 18 estão aposentados e pensionistas, trabalhadores da Saúde, do Dnit, DNPM, civis de Órgãos Militares, Funai e Ministério da Agricultura. As convocatórias para essas plenárias já foram enviadas pela Condsef a suas entidades filiadas. A Condsef também realizará reuniões do seu Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) e Direção Nacional (DN) no dia 21 de fevereiro. Na reunião do CDE, entre outras determinações, devem ser definidas datas para realização de plenárias de outros setores da base da Confederação.

Retomada de negociações específicas – A Condsef também voltou a entrar em contato com a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Planejamento para cobrar a retomada das negociações de pautas específicas de setores de sua base. Inicialmente a retomada das reuniões estava prevista para o dia 15 de janeiro, mas o Planejamento informou que uma agenda oficial de reuniões deve ser confirmada apenas após o carnaval. Além de seguir unida às demais entidades na pauta ampla dos servidores federais, a Condsef permanece atenta e cobrando do governo avanços nas principais demandas dos setores de sua base.

Confira os ajustes promovidos nas atividades de fevereiro e participe:

18 de fevereiro - Plenárias setoriais Condsef: Aposentados e pensionistas, Saúde, Dnit, DNPM, civis de Órgãos Militares, Funai e Ministério da Agricultura. 

19 de fevereiro - Oficina para debater negociação coletiva e direito de greve no auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados

20 de fevereiro - Lançamento da campanha salarial unificada 2013. Ato na Esplanada dos Ministério e busca de audiência com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior

21 de fevereiro - Reuniões do CDE e DN da Condsef

Fonte: Condsef

Projeto inclui medicamentos entre despesas dedutíveis do Imposto de Renda

Afonso: o projeto não apresenta impacto orçamentário. 
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4563/12, do deputado Henrique Afonso (PV-AC), que permite a dedução do valor dos gastos com medicamentos na apuração do Imposto de Renda das pessoas físicas.

Pelo texto, o contribuinte deverá apresentar nota fiscal em seu nome e receituário médico. A proposta modifica a lei que altera a legislação do imposto de renda das pessoas físicas (Lei 9.250/95).

Segundo o autor, o projeto não apresenta repercussão orçamentária e financeira, "porquanto a dedução prevista concorre com os valores já considerados como renúncia fiscal a título de despesas médicas”.

Tramitação
O Projeto foi apensando ao PL 3479/08 e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Fonte: Agência Câmara Notícias

Projeto concede isenção de IPI a automóvel de professor da rede pública

Dr. Grilo: medida beneficiará os professores brasileiros,
que sofrem com os baixos salários.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4504/12, do deputado Dr. Grilo (PSL-MG), que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a automóveis comprados por professores da rede pública (municipal, estadual e federal). Pelo texto, o benefício poderá ser utilizado a cada três anos.

Segundo a proposta, será mantido o imposto sobre matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados.

Quem vender o veículo adquirido com benefício fiscal antes de três anos para pessoas que não cumpram os requisitos poderá pagar o imposto devido atualizado, acrescido de multa e juros.

Dr. Grilo argumenta que a isenção de IPI já é concedida a taxistas e a pessoas com deficiência, “com efeitos econômicos e sociais extremamente positivos”. O deputado afirma ainda que “a medida beneficiará sobremaneira os professores brasileiros que, além ter baixos salários, enfrentam estradas e vias de acesso malcuidadas para o desempenho de seu trabalho”.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Fonte: Agência Câmara Notícias

Proposta estabelece isenção do IR para aposentados a partir dos 60 anos


Andreia Zito quer atualizar a legislação sobre o
Imposto de Renda, que é de 1988.
Tramita na Câmara proposta que estabelece isenção de Imposto de Renda a partir do mês em que o contribuinte aposentado completar 60 anos de idade. A medida, prevista no Projeto de Lei 4627/12, é de autoria da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ).

A Proposta altera a Lei 7.713/88. Por ela, a idade mínima para ter direito à isenção é de 65 anos.

Conforme a proposta, a isenção abrange os rendimentos provenientes de aposentadoria, pensão, reserva e reforma (no caso de militares) pagos pela Previdência Social da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público ou por entidade de previdência privada. 

A deputada afirma que o projeto atualiza a legislação sobre o Imposto de Renda, que é de 1988, adaptando-a ao Estatuto do Idoso (Lei 10.741), que é de 2003. Conforme o estatuto, a pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, não ao completar 65. 

Tramitação 
O projeto foi apensado ao PL 7172/10, que trata da mesma questão. As propostas tramitam em regime de prioridade.

Íntegra da proposta:

Fonte: Agência Câmara Notícias

PDVISTA DO CEARÁ É REINTEGRADO, POR VIA JUDICIAL, AO POSTO DE TRABALHO APÓS 16 ANOS ANOS DE ADESÃO AO PDV

Osdemi (de óculos escuros) acompanhado de PDVistas
e do diretor do SINTSEF Adriano Duarte.

No último dia 23 de janeiro Manoel Osdemi da Silva, foi reintegrado ao seu antigo posto de trabalho Empresa de Correios e Telégrafos.

Manoel Osdemi havia aderido ao Programa de Demissão Voluntária – PDV, em 1997, assim como diversos servidores brasileiros, “enganados” pelas promessas feitas pelo governo na época.

O ato de reintegração ao trabalho ocorreu através de do Mandato de Reintegração, expedido pela Juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região.

O coordenador de Comunicação do SINTSEF/CE, Adriano Duarte esteve presente ao ato de reintegração, acompanhando Osdemi que é filiado ao sindicato.

Além dele representantes do MOPEF e SINTECCE, compareceram ao ato. Na ocasião houve uma manifestação em frente à sede dos Correios Central, em Fortaleza, esclarecendo a população sobre as mazelas causadas pelo PDV.

Fonte: Boletim A VOZ DO SINTSEF/CE

Aos 10 anos, oposição desidratada enfrenta maior revés

Os dez anos do PT no poder devem coincidir com a consumação do maior golpe na oposição, assim que a presidente Dilma Rousseff confirmar a entrada do PSD em seu governo

Uma oposição desidratada - 34% menor na Câmara e 50% no Senado - e com comportamento errático é o obstáculo que os petistas encontram no Congresso dez anos depois de alcançar o poder. O partido de esquerda que chegou ao governo com uma coalizão minoritária, em ambas as Casas do Parlamento, ampliou sua base, seja pelo voto ou pela cooptação, e está prestes a formar o maior - embora não necessariamente coeso - bloco de apoio desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ocupar o Palácio do Planalto, em janeiro de 2003.

Os dez anos do PT no poder devem coincidir com a consumação do maior golpe na oposição, assim que a presidente Dilma Rousseff confirmar a entrada do PSD em seu governo, na reforma ministerial esperada para as próximas semanas. Com uma bancada de 49 parlamentares em exercício na Câmara - a maioria de ex-adversários petistas - o PSD elevará a base aliada para um patamar superior a 360 deputados, superando os 356 registrados no início do último gabinete do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Um novo gabinete é marcado pela entrada ou pela saída de um partido do ministério ou pelo começo de um novo mandato presidencial.

Dilma ruma para contabilizar a segunda maior coalizão desde 1988, de acordo com levantamento feito pelo Cebrap a pedido do Valor. A maior base aliada do período, com 396 do total de 513 deputados, foi a registrada em abril de 1996, no segundo gabinete do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Definhamento da oposição
O amplo apoio à presidente reflete o progressivo definhamento da oposição, num drama que revela histórias de perseverança, adesismo e trajetórias políticas empurradas para o ostracismo.

Boa parte do grupo dos adversários mais ferrenhos quando Lula assumiu em 2003 aderiu à era petista. É o caso de parlamentares como Inocêncio de Oliveira (ex-DEM, hoje PR-PE), que triplicou sua taxa de apoio ao Executivo; a ruralista Kátia Abreu (ex-DEM, hoje PSD-TO) - cotada para o ministério de Dilma - e do então deputado Gilberto Kassab, que liderou dissidentes do DEM, abriu um racha na oposição e fundou o governista PSD. No princípio, Kassab estava entre os que mais se opunham aos projetos da administração Lula.

O PSD é apenas a última das hostes colecionadas pelo PT desde 2003, como PTB, PP e PMDB. O desembarque dos pemedebistas em 2004 trouxe figuras antes associadas ao governo FHC, como os deputados Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Eduardo Alves (RN), que por pouco não foi vice na chapa do tucano José Serra na eleição de 2002; e o líder nacional Michel Temer, ex-presidente da Câmara e hoje vice-presidente de Dilma Rousseff.

Poucos persistem com a mesma verve oposicionista a exemplo dos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e do senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Voz da oposição
"Alguns não resistiram e se entregaram antes do tempo. Vão se arrepender. Vão malograr junto com o modelo equivocado do PT, que está no fim", afirma Agripino Maia. "Sobrevivi. Não deixei meu eleitorado ser enganado pelo canto da sereia do Lula, ou melhor, do PT", corrige o senador, negando que a retificação seja uma precaução contra a ira do ex-presidente. "Ele não me intimidou. Digladio com o modelo petista", diz.

Agripino Maia foi um dos poucos sobreviventes na eleição de 2010, quando Lula utilizou sua popularidade para derrotar seus maiores adversários no Senado.

Entre os que aderiram ao governo petista ao longo dos últimos dez anos, as explicações são distintas. O deputado Júlio César Lima, que saiu do DEM e é um dos líderes do PSD no Piauí, começa a entrevista afirmando que nunca foi "opositor ferrenho dentro do então PFL, pelo contrário". Ao ser questionado sobre a baixíssima taxa de apoio que deu aos projetos do Executivo em 2003, o parlamentar reconhece o giro em seu perfil.

Adesão
"Começou a mudar dois anos depois [que Lula venceu], na eleição municipal de 2004. A base cobra muito. Sou muito ligado aos prefeitos, aos deputados estaduais, e eles não estavam conseguindo liberar as verbas federais. Vinham e me pediam. Além disso, o pessoal nosso já estava indo para o PT, que também havia ganho o governo estadual, em 2002, com o Wellington Dias", conta o deputado.

Seu colega de partido e de Câmara, Eduardo Sciarra, do Paraná, também saiu do DEM, onde era um dos mais combativos oposicionistas ao governo do PT. Sua explicação para a mudança, porém, é outra. O problema era Lula, e não sua sucessora. "Tive atuação bem crítica durante o governo Lula. Mas com relação à Dilma tenho outro posicionamento. Ela facilitou o apoio, com sua rigidez na questão ética, com o foco na gestão. O PT, com Lula, não fazia investimento em infraestrutura e por questões ideológicas não realizava as concessões de aeroportos e rodovias", afirma Sciarra, que será o próximo líder do PSD na Câmara.

O parlamentar diz que não aderiu ao governo federal por causa de pressões da base e que sua maior votação foi em 2010, quando conquistou o terceiro mandato.

Derrotados
Mesma sorte não teve o ex-deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), um dos personagens mais representativos do tucanato que foi líder do governo FHC na Câmara. Madeira não faz parte nem do grupo dos cooptados nem dos sobreviventes. Está entre os medalhões que saíram de cena após derrota eleitoral, como o ex-senador Tasso Jereissati (CE), que hoje preside o Instituto Teotônio Vilela (ITV), a fundação do PSDB cujo nome é uma homenagem ao pai do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho.

Madeira aponta o recente apoio do governador tucano a Lula como um dos maiores indicadores do nível de enfraquecimento a que chegou a oposição. Em dezembro, Teotônio Vilela Filho participou do ato de solidariedade feito por governadores que visitaram o petista. O ex-presidente estava às voltas com as denúncias que envolviam sua ex-chefe de gabinete no escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, e com a divulgação do depoimento ao Ministério Público no qual o publicitário Marcos Valério dizia que Lula sabia do esquema do mensalão.

"Essa visita tem um significado forte do ponto de vista político. O [ex-] presidente terá que se defender na Justiça. Não é a oposição que deve defendê-lo. O governo está nadando de braçada e a oposição está muito frágil. Faz crítica pedindo desculpa. Onde já se viu, numa democracia, um opositor justificar que está fazendo uma crítica não ao país, mas ao governo? É o que tem acontecido", afirma Madeira.

Esgotamento
O ex-deputado não credita sua derrota nas urnas à virulência contra o PT, mas a um esgotamento de seu nome junto ao eleitorado, que teria procurado novos candidatos. Arnaldo Madeira defende que um dos maiores problemas da oposição é exatamente não fazer um discurso bem formulado e contundente - embora acredite que no Brasil, em geral, "o próprio povo tem certa vocação governista".

"Não se conquista a opinião pública da noite para o dia. É um processo. Se está com a tese correta, um dia ganha. Mas mesmo quando éramos governo setores do PSDB tinham dúvidas se estávamos na direção certa. O programa não era defendido com convicção. Precisou o PT vencer e assumir nossas bandeiras para se perceber que Fernando Henrique tinha razão", afirma Madeira.

O quadro teria piorado quando a oposição, PSDB à frente, passou a fazer uma "imitação do discurso social do PT, a competir na mesma área". "Isso revela a fragilidade conceitual. Ao se preocupar em não passar a imagem de elitista, meteu-se numa sinuca de bico", conclui o ex-deputado.

O diagnóstico pessimista é compartilhado por um dos principais representantes da oposição à esquerda do PT, o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). "Desde a ditadura militar, nunca um governo teve tanto apoio como este", afirma.

Fonte: Valor Econômico