A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Servidor preso com cocaína em helicóptero é exonerado em MG


Rogério Almeida Antunes trabalhava como agente de serviços de gabinete, contratado pelo deputado Gustavo Perrela, do Partido Solidariedade.

Saiu no Diário Oficial do Legislativo Mineiro a exoneração do servidor preso no fim de semana com quase meia tonelada de cocaína.

Rogério Almeida Antunes trabalhava como agente de serviços de gabinete, contratado pelo deputado Gustavo Perrela, do Partido Solidariedade. Também era piloto de helicóptero da Limeira Agropecuária, que pertence ao deputado.

No último domingo, Rogério pousou o helicóptero da empresa com 450kg de cocaína em uma fazenda. A polícia, que investigava a compra da propriedade, o prendeu em flagrante, com mais três pessoas.

Logo depois da prisão, o deputado Gustavo Perrela disse que não sabia do voo.

“Ele não tinha autorização de estar fazendo esse voo, porque o que foi me passado por ele era que a aeronave estaria em revisão durante essa semana”, disse Gustavo Perrela, deputado estadual – SSD, no dia 25/11/2013.

Em nota, o advogado do piloto afirma que Rogério Antunes tinha autorização do deputado para fazer o frete. E que só descobriu que se tratava de droga quando foi preso.

Nesta quarta-feira (27), o advogado de Gustavo Perrela reconheceu que o voo tinha, sim, sido autorizado. Mas disse que o deputado não sabia o que seria transportado.

“Recebeu um SMS do piloto, em quem ele confiava, evidentemente, porque não tinha nada que constava contra esse cidadão, dizendo que tinha conseguido um fretamento por R$ 12 mil. Ele disse ‘ok’. E foi surpreendido depois ao saber que o helicóptero estava sendo usado para carregar 450kg de cocaína”, declarou Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado.

No depoimento que prestou à policia, Rogério Almeida disse que "é piloto do senador Zezé Perrela", do PDT.

Rogério alega que não sabia o que estava transportando, mas que, pelo que lhe pagariam, "imaginou que fosse droga". Perguntado se o senador Perrela ou alguém da empresa sabia do transporte da droga, Rogério respondeu que não.

A Polícia Federal no Espírito Santo está conduzindo a investigação e quer ouvir os depoimentos do deputado Gustavo Perrela e a irmã dele, sócia na empresa. Eles serão ouvidos por carta precatória. As intimações já foram encaminhadas para Belo Horizonte.

Fonte: Jornal Nacional