A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Policiais Federais realizam a campanha nacional "A Bruxa está solta na PF"


Fantasia e bombons

Policiais federais pararam em todo Brasil por 24 horas, ontem. Com a campanha "A Bruxa está solta na PF", cerca de 30 policiais, alguns fantasiados de monstros em referência ao Dia das Bruxas, distribuíram panfletos e bombons, no aeroporto de Brasília, para explicar à população a importância de um plano de reestruturação de carreira e de salários, aumento do efetivo e valorização da categoria. O ato também foi um protesto às declarações do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, de que só restou a ele o comando de "um trem fantasma" no parque de diversão que ganhou da presidente Dilma Rousseff.

"Podemos e queremos espantar todo o tipo de fantasma que assombra as noites dos ministro. Basta nos dar condições de trabalhar, o que não é possível com o sucateamento da PF. De 100 inquéritos, apenas quatro se transformam em denúncia. O número de prisões caiu de 2.663, em 2009, para 1.660, em 2012, enquanto os salários despencaram mais de 87%", contou o presidente do Sindicato (Sindipol-DF), Flávio Werneck.

Os protestos foram pacíficos e, para evitar retaliações, não houve suspensão dos serviços de atendimento: mais de 200 agentes respondem processos administrativos (PADs) abertos após a greve de 2012. Os policiais também se queixam de que o governo não tem um projeto sério de segurança e nem programas de amparo psicológico para servidores com sérios problemas de saúde causados pelo estresse.

"No sábado, em Brasília, um cidadão sem passaporte e sem bilhete quase embarcou em um voo internacional para Lisboa. Havia apenas um agente de plantão. Pela dimensão do aeroporto, seria necessário pelo menos oito. O país não está preparado para os grandes eventos", reforçou Werneck.

» Direito de greve restrito

A votação do projeto que regulamenta a greve no serviço público (PLS 710/2011) foi adiada para a próxima quinta-feira, na Comissão de Consolidação da Legislação Federal. Foram incluídos no texto como atividades essenciais os serviços emergenciais de saúde e as instituições de ensino infantil e fundamental. Nesses setores, pelo menos 60% dos funcionários terão que trabalhar durante as paralisações. O senador Romero Jucá, relator do projeto, também equiparou à segurança pública, atividade que tem de manter 80% de funcionamento, os serviços de emergência e assistência médica-hospitalar e ambulatorial. As mudanças não agradaram às centrais sindicais. Segundo Pedro Armengol, diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o PLS cria um campo ainda maior de conflito. Queremos discutir os conceitos de essencial e inadiável, de forma que eles não impeçam o direito de greve", disse.

Fonte: Correio Braziliense