A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Geap tem fim da intervenção e novos credenciados


Rogério Expedito, da Condsef, está otimista com
o futuro da Geap após a intervenção
O governo federal publicou no Diário Oficial da União do dia 18 de outubro o fim da intervenção na Geap – Fundação de Seguridade Social. A intervenção teve início em março e um dos objetivos foi a melhora nas contas da instituição. Rogério Expedito, diretor da Condsef, avalia a intervenção como extremamente positiva. “A Geap estava com procedimentos internos que geravam déficit. Em janeiro desse ano a Geap estava com um déficit de R$ 179 milhões, e ela agora em outubro está com um superávit de R$ 32 milhões”, contabiliza ele.

Credenciamento
Para o diretor da Condsef, a principal consequência das atuais cifras é o melhor atendimento para os filiados. Expedito diz que com o superávit, “a Geap colocou em dia toda a rede credenciada, e está conseguindo restabelecer a rede de atendimento”. Ele lembra que a Geap hoje “é o único plano de saúde, tanto privado como de autogestão, que está pagando a rede de consultas em 30 dias e a rede de serviços, como laboratórios e hospitais, com até 60 dias”.

Para melhor atendimento dos filiados, a instituição divulgou nova tabela de prestadores credenciados (veja abaixo). Uma ação recomendada pelo Sintrasef é que os filiados que fazem gerência direta na Geap entrem em contato com os médicos que deixaram a instituição em decorrência dos atrasos de até seis meses em seus repasses e informem da nova realidade, pedindo que eles façam o recredenciamento. 

Administração
Outras mudanças feitas durante a intervenção foram o desmembramento da instituição entre Geap Saúde e Geap Previdência, e um novo estatuto, que prevê um conselho de administração. Este conselho será formado por seis membros. O governo indicará três pessoas, sendo um o presidente do Conselho de Administração (Conad) e os outros dois vindos dos maiores órgãos filiados à Geap, que são a Saúde e a Previdência. Os outros três serão eleitos pelos servidores públicos até junho de 2014.

Expedito vê as novas regras como uma oportunidade de ouro para a reconstrução de uma entidade mais profissional. “Nós servidores teremos que nos organizar para eleger nossos três representantes no conselho e acabar com as fraudes e as intervenções, principalmente políticas, que aconteceram. Tendo três conselheiros eleitos pelos trabalhadores no Conselho de Administração as indicações não poderão mais ser políticas”, diz ele.

Servidores poderão se filiar sem o órgão
Decreto assinado pela Presidência da República em 7 de outubro faz com que a Geap possa se transformar em um superplano de saúde do servidor. O decreto prevê um convênio entre o Ministério do Planejamento e a Geap para que qualquer servidor possa se filiar à instituição. Antes, o servidor só podia se filiar se o seu órgão estivesse filiado.

Rogério Expedito, diretor da Condsef, explica que as novas regras trazem ainda outras vantagens. “Os servidores que não têm Geap porque o órgão não fazia a adesão, tipo Agricultura, Forças Armadas e Incra, vão poder a partir do convênio ter três opções. Uma é o ressarcimento, que é quando você se filia a uma entidade privada, tipo Unimed, e recebe a devolução. A outra é você ter seu próprio plano, que é o caso da CapSaúde e da Fassincra. E essa principal que é o servidor, se não quiser ficar com esses planos, entrar para a Geap sem precisar do convênio do órgão dele”, afirma.

Fonte: Sintrasef/RJ