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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Plano de saúde: Condsef, Sintrasef e interventora avaliam decreto presidencial sobre a Geap


Rogério Espedito, diretor da Condsef; Edna Ramalhosa, servidora do Abrigo Cristo Redentor; e Edson “Feijão”, diretor do Sintrasef, participaram na terça-feira (8/10) de palestra sobre a Geap no Sindserf, no Rio. O debate contou com a participação da drª Cristiane de Castro, gerente da Geap após a intervenção do governo federal, e o tema principal foi o recente decreto da Presidência da República sobre o patrocínio da União à Geap.

Cristiane explicou que “o decreto definiu a Geap como o fundo de saúde único da Presidência da República”. Segundo ela, “essa medida veio sanar um grande problema em relação aos patrocinadores que estavam com o convênio vencido ou a vencer. Assim, pelo menos nesse ponto, tranqüiliza os participantes da Geap”.

Para Rogério Espedito, “o decreto permite que o Ministério do Planejamento possa fazer um convênio com a Geap de maneira global, com todos os servidores públicos. Isso permite que qualquer órgão do governo federal faça convênio com a Geap a nível de adesão, independente do processo de licitação”.

Ainda sobre o decreto, ele lembrou que “isso é uma reivindicação que a Condsef tinha feito, porque inviabiliza as ações impetradas pelos sistemas de saúde privados contra a Geap; assim, esse decreto solucionou parte do problema. Agora vamos começar a cobrar o problema realmente da administração, da forma de credenciamento e da melhoria da qualidade de atendimento da Geap”.

Fim da intervenção

Cristiane informou ainda que “a intervenção do governo federal possivelmente deve acabar em 30 de novembro, e já foi aprovado o processo de separação da Saúde e da Previdência”. Atuando na parte da Saúde, Cristiane disse estar desenvolvendo um trabalho de qualificação e ampliação da rede de assistência. “É uma rede que estava muito sucateada. De maio até agora já conseguimos credenciar 38 novos prestadores, entre eles alguns grandes hospitais. Mas não é um trabalho fácil, da noite para o dia. Então estamos recuperando credibilidade”, afirmou ela.

Mudança Estatutária

Rogério Espedito acredita que “os problemas da Geap só vão ser resolvidos quando nós conseguirmos fazer uma mudança estatutária de tal forma que impeça que políticos do governo possam fazer indicações em cargos técnicos”. Segundo Espedito, o ideal é uma Geap sem as indicações políticas e com administradores como a drª Cristiane, “Para que a Geap possa ter cargos técnicos contratados a longo prazo, que possam implementar e concretizar essas demandas dos servidores. Técnicos sustentados pelo conselho político e administrados pelos usuários da Geap”.

Edna Ramalhosa também é de opinião que o recente decreto presidencial melhora, mas ainda há muito o quê fazer. “O que tem que mudar são os critérios que estão ali dentro, que mesmo com as mudanças que a intervenção tem feito, mesmo com esse decreto, ainda não é o que queremos. Acho que temos que fazer trabalhos nacionais, é uma estrada muito grande para uma boa Geap”, disse ela.

Fonte: Sintrasef/RJ