A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Descaso ameaça Imprensa Nacional


Sem concurso para provimento de novos postos desde 1985 e com uma pauta de reivindicações que já dura mais de uma década, a Imprensa Nacional ainda não tem previsão de uma resposta efetiva do governo. A negociação anda a passos tão lentos que, em audiência pública realizada para discutir o assunto, ontem, na Câmara dos Deputados, nenhum dos convocados do Executivo — a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o representante doMinistério do Planejamento, Sérgio Mendonça — compareceu.

A primeira promessa de que o plano de carreira seria criado veio em 2004, segundo o diretor-geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino. Sem os cargos definidos, explica ele, é impossível ao órgão realizar concursos. "Não temos como fazer um edital, dizer aos novos servidores onde eles vão atuar, o que vão fazer", explicou.

Como a última seleção foi feita há quase 30 anos, boa parte do quadro de pessoal da Imprensa já se aposentou, lembra Tolentino. Entre os 286servidores que restaram, pelo menos 80 — ou seja, 30% do efetivo — já têm idade para fazer o mesmo, mas continuam trabalhando com o abono permanência do governo.

Ausência
"É um quadro de idosos, que constantemente tiram licenças de saúde ou pedem afastamento", comenta. "E quem trabalha com abono permanência acaba fazendo-o por boa vontade. Assim que decidir, pode simplesmente se aposentar de um dia para o outro. Se isso acontece, o nosso trabalho fica ainda mais defasado", completou o diretor-geral da Imprensa Nacional. Complementam o efetivo, ainda, servidores cedidos de outros órgãos e comissionados.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, o secretário Sérgio Mendonça não compareceu à audiência pública porque está em negociação de novos concursos. Além disso, a pasta informou que plano de carreira é competência de uma outra secretaria, a de Gestão Pública. A reportagem procurou a divisão para saber como andam as negociações, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Fonte: Correio Braziliense