A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Servidores do Incra fazem atos pelo Brasil nesta quarta, 25, em defesa do plano de saúde de autogestão da categoria


Servidores do Incra realizam atividades de mobilização nesta quarta-feira, 25, em frente a sede do instituto nos estados em defesa do plano de saúde de autogestão, Fassincra, que teve a alienação da carteira do plano determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os servidores de Brasília promovem um ato na Esplanada dos Ministérios, com concentração a partir das 8 horas em frente à sede do Incra. A Fassincra terá uma reunião com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, confirmada para 11h30 no Bloco A da Esplanada. O objetivo é promover uma concentração em frente ao ministério e pedir a intervenção imediata do governo para garantir a manutenção do plano dos servidores do Incra e seus dependentes. Os servidores não descartam iniciar uma greve a partir do dia 1º de outubro para pressionar por ações urgentes no plano de saúde.

Os planos de autogestão que atendem a maioria absoluta dos servidores federais têm passado por uma crise que ganhou destaque com a intervenção da Geap no início deste ano. A Condsef vem cobrando do governo ações para assegurar a manutenção dos planos de autogestão. Com a crise também na Fassincra, a entidade voltará a pressionar para que medidas emergenciais sejam adotadas e tragam solução e melhorias à saúde suplementar no setor público. Em conjunto com entidades representativas dos servidores do Incra, a Condsef assinou documento pedindo apoio e providências em defesa da saúde dos servidores (Veja aqui: Pág. 1 e Pág. 2)

Uma comissão de servidores do Incra também está realizando um intenso trabalho de força tarefa no Congresso Nacional em busca de apoio. A assessoria da deputada federal Erika Kokay tem apoiado essa luta. A deputada crê na importância de se apresentar uma emenda ao PL 5265/13 que tramita na Câmara e trata de planos de saúde de autogestão. O PL tem relação direta com a situação da Geap, que também enfrenta momento de crise. O objetivo é garantir a normatização definitiva do atendimento de saúde à família dos servidores. Outros contatos estão sendo promovidos tanto na Câmara como no Senado em busca de apoio para a questão dos planos de autogestão.

As entidades também defendem, entre outras ações urgentes, a busca pelo aumento da contrapartida que o governo repassa aos planos. Hoje, a média da contribuição dos servidores é de 70% enquanto o governo contribui apenas com 30% do valor do plano. A expectativa é de que este valor seja ao menos equalizado. Outra proposta é de que as indicações para os cargos de diretoria dos planos deixem de ter caráter político e passe a levar em conta o grau de conhecimento dos indicados para assumir questões administrativas dos planos.

Luta segue para que SUS cumpra missão de atender saúde da população – O perfil de assistidos pelos planos de autogestão aponta que dificilmente esses servidores terão condições de arcar com um plano de saúde privado. Muitos estão acima da faixa etária de 60 anos e pelos salários e contrapartida paga pelo governo não teriam condições de assumir as mensalidades cobradas pela esmagadora maioria de planos de saúde privados. Portanto, faz-se mais que urgente discutir esses temas e buscar soluções definitivas para melhorar os planos de autogestão e assegurar aos servidores o pagamento de valores justos e a segurança de assistência médica para eles e seus dependentes naturais; isso até que o SUS (Sistema Único de Saúde) ganhe a atenção fundamental por parte do governo e possa assumir integralmente sua missão de suprir a demanda por saúde da população brasileira.

Fonte: Condsef