A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Senado atrasa vale


O PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) deposita pontualmente o auxílio-check-in para os parlamentares, mas se recusa a pagar o vale-transporte aos servidores comissionados da Casa. O direito foi regulamentado em 2012, e a dotação orçamentária para esse fim foi aprovada no início do ano. Apesar disso, 78 funcionários que solicitaram o benefício continuam sem recebê-lo.

Assim como os funcionários do governo federal, os do Legislativo têm direito ao auxílio-transporte, desde que comprovem a necessidade e concordem com o desconto de 6% sobre os vencimentos. Mas, mesmo com a previsão, os do Senado continuam privados do auxílio.

Segundo a assessoria de imprensa da Casa, existem 78 processos hoje no Gabinete Administrativo do Recursos Humanos do Senado aguardando uma decisão. A liberação está dependendo da definição de um modelo para a comprovação da necessidade do benefício. Segundo o presidente da Associação de Secretários Parlamentares, Servidores Requisitados e Comissionados do Congresso Nacional (Assercon), Elias Castilho, a demora em definir o assunto só prejudica os pequenos funcionários da Casa, com menores salários. Como o vale-transporte só é pago mediante o desconto de 6% sobre os proventos, não compensa para quem possui salário mais alto pedir o benefício.

Aberração

Na Câmara, segundo ele, o vale é pago aos que solicitam. “Eu acho uma aberração. É uma coisa muito pequena para o tamanho que é o Senado não resolver a questão desses trabalhadores, que têm todo o direito de receber o auxílio-transporte”, diz Castilho. “Já passou mais de um ano e o Senado não toma uma providência devida e justa para os servidores que dependem desse benefício” lamentou. A situação se agravou ainda mais no início desse ano quando, como parte de uma reforma administrativa para corte de despesas, RENAN CALHEIROS decidiu cortar o transporte que levava os funcionários para a Rodoviária.

“A reforma só atingiu os servidores. Enquanto isso, os senadores continuam com o auxílio check-in no aeroporto”, diz um funcionário que não quis se identificar. Com um salário inferior a R$ 2 mil, ele tem agora de pagar mais uma passagem na volta para casa. “Queremos só o que nos é de direito. Nada mais” reclamou.

Fonte: Correio Braziliense