A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Rose impedida de ter função pública por cinco anos


Pena foi aplicada pela CGU após processo para apurar conduta de amiga do ex-presidente Lula


-Brasília- A Controladoria Geral da União (CGU) aplicou ontem pena de destituição à ex-çhefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, flagrada fazendo tráfico de influência pela Operação Porto Seguro, da PF. A decisão impede que Rose volte a ocupar qualquer função pública por cinco anos. Servidora ocupante de cargo de confiança, Rosemary havia pedido exoneração quando o escândalo foi revelado, ano passado.

Bastante próxima do ex-presidente Lula, Rosemary foi mantida no cargo no governo Dilma. Segundo a CGU, a investigação concluiu que Rose cometeu 11 irregularidades, como recebimento de propina de R$ 12.500 e de viagem de cruzeiro em troca de agendar encontro entre um membro da quadrilha e o governador da Bahia. Além disso, Rose comprou carro com desconto e ganhou ingressos para eventos culturais. O processo da CGU se baseou na lei 8.112/90, que diz que "ao servidor é proibido valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem em detrimento da dignidade da função pública".

A quadrilha desbaratada pela PF vendia pareceres técnicos de agências reguladoras a órgãos federais em prol de empresas privadas. Rose marcava encontros entre empresários e pessoas do governo. Ela é responsável pela nomeação de dois diretores de agências também implicados no esquema: os irmãos Paulo Vieira, da Agência Nacional de Água, e Rubens Vieira, da Agência Nacional de Aviação Civil.

A pena aplicada pela CGU equivale à demissão de servidores sem vínculo com o serviço público, ocupantes só de cargo em comissão. A decisão veio após conclusão do processo administrativo disciplinar sobre a conduta de Rose e será publicada hoje no Diário Oficial da União.

Fonte: O Globo