A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ministro do Desenvolvimento Agrário recebe entidades para discutir soluções para crise na Fassincra


A Condsef participou nesta quarta-feira de uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, para discutir soluções para uma crise instalada no plano de saúde da Fassincra que atende milhares de servidores e seus dependentes. A alienação da carteira do plano foi determinada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e os servidores lutam para que o plano de autogestão da categoria seja mantido. Além da Condsef também participaram da audiência representantes da Fassincra, servidores do Incra, a CUT, o Sindsep-DF e parlamentares que têm apoiado o fortalecimento dos planos de autogestão. Todos falaram com o ministro da necessidade do MDA assumir um envolvimento maior para buscar soluções para os problemas ligados à Fassincra. O ministro sugeriu que fossem agendadas reuniões com representantes da ANS, do Ministério Público do Distrito Federal e da Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento para abordar a situação.

A Condsef voltou a destacar também a necessidade de se promover uma reunião entre representantes de todos os planos de autogestão, entidades sindicais e governo para buscar saídas viáveis para os problemas instalados. Os planos de autogestão que atendem a maioria absoluta dos servidores federais têm passado por uma crise que ganhou destaque com a intervenção da Geap no início deste ano. A Condsef vem cobrando do governo ações para assegurar a manutenção dos planos de autogestão. Com a crise também na Fassincra, a entidade segue pressionando para que medidas emergenciais sejam adotadas e tragam solução e melhorias à saúde suplementar no setor público.

Além de buscar a aprovação de projetos que tramitam no Congresso Nacional e podem trazer soluções para os planos de autogestão, as entidades defendem, entre outras ações urgentes, a busca pelo aumento da contrapartida que o governo repassa aos planos. Hoje, a média da contribuição dos servidores é de 70% enquanto o governo contribui apenas com 30% do valor do plano. A expectativa é de que este valor seja ao menos equalizado. Outra proposta é de que as indicações para os cargos de diretoria dos planos deixem de ter caráter político e passe a levar em conta o grau de conhecimento dos candidatos que seriam eleitos pelos próprios associados ao plano para assumir questões administrativas.

Luta segue para que SUS cumpra missão de atender saúde da população – O perfil de assistidos pelos planos de autogestão aponta que dificilmente esses servidores terão condições de arcar com um plano de saúde privado. Muitos estão acima da faixa etária de 60 anos e pelos salários e contrapartida paga pelo governo não teriam condições de assumir as mensalidades cobradas pela esmagadora maioria de planos de saúde privados.

Portanto, faz-se mais que urgente discutir esses temas e buscar soluções definitivas para melhorar os planos de autogestão e assegurar aos servidores o pagamento de valores justos e a segurança de assistência médica para eles e seus dependentes naturais; isso até que o SUS (Sistema Único de Saúde) ganhe a atenção fundamental por parte do governo e possa assumir integralmente sua missão de suprir a demanda por saúde da população brasileira.

Fonte: Condsef