A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Exclusivo: lista dos denunciados na farra do cotão


Veja a relação completa dos deputados federais e senadores citados no relatório que o pequeno comerciante Lúcio Batista entregou ao TCU. Confira ainda o que o Congresso em Foco apurou

PT, PSDB, DEM, PTB, PSB, PMDB, PR, PSD, PRB… São Paulo, Ceará, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Piauí, Maranhão…

Os problemas na utilização do chamado cotão são comuns a vários partidos e a parlamentares de diversos estados. Abaixo, a lista completa dos congressistas denunciados ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo pequeno comerciante e ativista contra a corrupção Lúcio Batista (Lúcio Big), acrescida das informações apuradas e reveladas pelo Congresso em Foco.


SENADO FEDERAL

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Desde dezembro de 2011 o Senado já gastou R$ 139 mil para arcar com as despesas contratadas pelo senador para alugar um carro Kia Mohave. Desembolsou todo mês R$ 6, 6 mil. O valor de compra da versão mais barata do modelo é de R$ 157,6 mil, conforme a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Clique nos links abaixo para saber mais.



Observação: o relatório também incluiu o senador Gim Argello (PTB-DF), mas, nesse caso, oCongresso em Foco nada encontrou que pudesse colocar o comportamento do senador sob questionamento ou suspeita.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Abelardo Camarinha (PSB-SP)

Além de destinar R$ 160 mil da verba da Câmara a uma rádio de sua propriedade, alugou Mercedes para rodar em Brasília. Clique abaixo para saber mais.


Adrian Mussi (PMDB-RJ)

Uma empresa sem sede foi criada quatro meses antes de o deputado fazer a primeira contratação. Ela pertence a uma ex-subordinada da irmã do parlamentar em prefeitura. Locadora só tem dois carros, mas, segundo funcionário, nenhum estaria alugado ao deputado. Adrian Mussi diz que os dois são alugados para ele.


Arnon Bezerra (PTB-CE)

O deputado Arnon Bezerra, recordista no gasto com aluguel de carros, utilizou R$ 21,3 mil por mês para locar cinco carros, sendo três de luxo. Segundo Arnon, o custo está dentro da realidade de mercado. “Eu uso os carros e transporto também o pessoal que me acompanha sempre para o interior. Você não usa todo dia, mas eles têm que estar à disposição”, disse.


Assis Carvalho (PT-PI)

Na suposta sede do escritório de advocacia, ao qual a Câmara pagou R$ 126 mil, uma loja de cosméticos. A locadora, recém-criada e que recebeu R$ 50 mil pelo aluguel de uma Hillux e um Doblô, declara ter como sede endereço onde funciona uma padaria


Cléber Verde (PRB-MA)

Já gastou mais de R$ 78 mil com aluguel de escritório em São Luís pertencente a amigo, eleitor e financiador de campanha. Deputado admite que sala só é usada “eventualmente”


Lael Varella (DEM-MG)

Destinou mais de R$ 150 mil a uma empresa em cuja sede não há nenhum sinal de qualquer atividade assemelhada à locação de veículos. No local, funciona a loja de material de limpeza “Faxinão”.


Mandetta (DEM-MS)

Alugou carros em empresas desconhecidas e que funcionam em residências, nas quais não se vê nenhum vestígio da atividade comercial declarada de locação de veículos.


Manoel Salviano (PSD-CE)

Repassou R$ 9,5 mil ao Hotel Verdes Vales, em Juazeiro (CE), do qual é sócio. Gasta R$ 14 mil por mês com aluguel de carros, incluindo uma Mercedes.



Rubens Otoni (PT-GO)

Contrata a KM Consultoria Ltda. para fazer o planejamento estratégico do seu mandato por R$ 7 mil mensais. Desde 2009, a empresa recebeu R$ 355 mil do cotão. Segundo o deputado, a consultoria foi contratada inicialmente para fazer um trabalho específico.

“Mas como os resultados foram bastante positivos, contratamos ela permanentemente”, afirmou ao Congresso em Foco. “[O planejamento estratégico] é uma visão acatada hoje por empresas e pelo meio político. Por isso é necessário para se ter um mandato mais efetivo. Até gostaria de não precisar contratar uma empresa, mas eu contrato porque na Câmara não temos profissionais que façam esse tipo de trabalho. Se fosse contratar uma pessoa só, sairia bem mais caro, mas contratando uma assessoria, eu consigo reduzir o preço porque eles têm outros clientes”, completou o deputado.

Zoinho (PR-RJ)

Está sob investigação no Supremo, por suspeita de destinar recursos da Câmara a empresa fantasma. Também utilizada a cota para contratar escritório de advocacia, cuja sócia disse aoCongresso em Foco ser usada como laranja.


Observação: a reportagem nada encontrou que pudesse amparar as imputações de possíveis irregularidades feitas por Lúcio Big em relação a outros oito deputados federais – Antônio Soares (PV-MG), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Domingos Sávio (PSDB-MG), Félix Junior (PDT-BA), Jaime Martins (PR-MG), Marcelo Matos (PDT-RJ), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Toninho Pinheiro (PP-MG).

Fonte: Congresso em Foco