A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Capiberibe considera positivo projeto de revisão da lei de anistia


O senador João Capiberibe (PSB-AP) voltou a abordar nesta quarta-feira (25) a visita que a Subcomissão da Memória e da Verdade do Senado fez na última segunda-feira (23) ao 1º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro - instalação apontada como local de torturas no regime militar. Capiberibe defendeu o resgate histórico das violações de direitos humanos pela Ditadura Militar (1964-1985).

- Esses portões do submundo, das catacumbas da ditadura, precisam definitivamente ser abertos. Não é possível continuar ignorando a história do nosso país e convivendo com isso - declarou.

Ele ainda classificou como "muito interessante" o projeto da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que prevê a revisão da Lei da Anistia.

- É necessário renovar, repactuar, até porque a sociedade é outra. Nós vivemos em um outro tempo. Não é mais agosto de 1979 [data da lei]; nós estamos em setembro de 2013 - comentou.

Sobre a visita ao quartel onde funcionou o DOI-CODI, Capiberibe frisou que a comitiva foi recebida com extrema gentileza pelos militares, que abriram todas as portas das instalações. Ele disse que as torturas não foram obra das Forças Armadas como instituição, mas ato de "elementos ligados a elas e àquilo que há de mais extremo do reacionalismo e da direita brasileira".

Capiberibe abriu o discurso citando o lançamento, na noite dessa quarta, na Biblioteca do Senado, do livro Seu amigo esteve aqui, de Cristina Chacel, que conta a a história do guerrilheiro Carlos Alberto de Freitas, desaparecido em fevereiro de 1971.

- É um livro importantíssimo porque resgata a história de uma figura brilhante, de um político brilhante, que terminou a sua carreira muito jovem; morreu com 27 anos.

Fonte: Agência Senado