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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Trabalhadores deixam a sede do Incra sob compromisso do governo de dar andamento a pauta apresentada


Representantes de movimentos sociais que representam trabalhadores rurais de todo o Brasil deixaram na noite de ontem a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e das secretarias do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) onde estavam acampados desde segunda-feira, 19. A ocupação terminou depois que o governo concordou em assumir o compromisso de dar andamento a uma pauta de reivindicações contendo 23 pontos fundamentais para os trabalhadores rurais. Além da luta central por uma reforma agrária consistente, os trabalhadores buscam negociação de dívidas de agricultores familiares, querem celeridade no cronograma de desapropriação das áreas destinadas à reforma agrária, buscam garantia de créditos de instalação dos assentados suspensos, entre outras questões.

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), e entidades representativas de servidores do Incra e MDA como a Cnasi (Confederação Nacional das Associações dos Servidores), Assemda (Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Assera (Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília) dão todo apoio a luta do setor. Na segunda, foi divulgada uma nota de apoio (veja aqui) à luta dos trabalhadores rurais que ocupavam a sede do Incra e MDA.

A nota lembrou a forte greve realizada em 2012 pelos servidores que reivindicava o fortalecimento dos órgãos com a valorização e ampliação do quadro de servidores, o desbloqueio e aumento de recursos orçamentários para programas e políticas para melhorar as condições de atender adequadamente a demanda dos trabalhadores e milhares de famílias que vivem do campo.

A expectativa é de que a pauta com os pontos de reivindicação apresentados possa finalmente avançar. Caso contrário, os trabalhadores já adiantaram que estão dispostos a retomar a ocupação da sede do Incra até que o governo tome providências concretas para apontar soluções aos problemas que estão apresentados. A luta e pressão constantes devem permanecer.

Fonte: Condsef

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