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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Patriota pede demissão após fuga de senador boliviano


Porta-voz do Palácio do Planalto informou na noite desta segunda-feira a saída do chanceler brasileiro após a crise diplomática. Luiz Alfredo Figueiredo assume o posto deixado pelo chanceler


O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pediu demissão do cargo na noite desta segunda-feira (26) à presidenta Dilma Rousseff. À frente do Itamaraty desde janeiro de 2011, ele não resistiu à crise diplomática instalada após o senador boliviano de oposição Roger Pinto Molina fugir da embaixada brasileira em La Paz após um ano refugiado. No lugar de Patriota entra Luiz Alberto Figueiredo, atual representante brasileiro na Organização das Nações Unidas (ONU).

A informação foi passada aos jornalistas pelo porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumman. De acordo com Traumann, Dilma e Patriota estiveram reunidos no Palácio do Planalto por aproximadamente uma hora. Depois do pedido de demissão, o governo confirmou Figueiredo no cargo. Já Patriota, também diplomata de carreira, assume o posto deixado pelo novo chanceler na ONU.

Em nota, a presidência informou que Dilma agradeceu a “dedicação e o empenho do ministro Patriota nos mais de dois anos em que permaneceu no cargo e anunciou a sua indicação para a Missão do Brasil na ONU”. Ele havia assumido o cargo em 1º de janeiro de 2011 no lugar de Celso Amorim. Antes, foi secretário-geral do Itamaraty e embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

O episódio que motivou a saída de Patriota do Ministério das Relações Exteriores começou no sábado (24), quando o senador boliviano deixou a embaixada brasileira acompanhado do encarregado de negócios Eduardo Sabóia e dois fuzileiros navais. Após 22 horas de viagem de carro entre a capital da Bolívia e Campo Grande (MS), Roger Pinto foi de avião até Brasília, onde está desde a madrugada de ontem. O caso gerou uma investigação no MRE.

Aos 57 anos, Figueiredo assumiu o posto na ONU em junho deste ano. Até então, ele ocupava o cargo de subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia no governo federal. Já trabalhou em países como Chile, Estados Unidos, Canadá e França. No ano passado, foi o negociador-chefe para Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20).

Fonte: Congresso em Foco

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