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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Condsef leva ao Planejamento insatisfação dos servidores com inabilidade do governo para diálogo e processos de negociação que retrocedem


Em reunião nesta quarta-feira, 14, para discutir demandas pendentes e firmadas no Termo de Acordo nº 11 (veja aqui) a Condsef levou ao Ministério do Planejamento a insatisfação dos servidores com os rumos que os processos de negociação instalados estão tomando. O governo adotou uma postura irredutível e tem dificultado o diálogo com a categoria. A postura já levou a deflagração de duas greves, no Dnit e no HFA, e pode aumentar caso a situação continue a mesma. A Condsef alertou a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) que o clima em sua última plenária nacional era de total insatisfação. Um dos motivos centrais está na inabilidade do governo para o diálogo e no fato de itens, inclusive, firmados em termos de acordo, serem ignorados até o momento e estarem sendo tratados como pauta recente, sendo que muitas questões pendentes o próprio governo já havia sinalizado para uma solução.

A SRT reconheceu que boa parte das críticas apresentadas pela Condsef tinha fundamento. Uma das razões seria a intenção do governo em dar prioridade aos setores que não assinaram acordo no processo de negociações do ano passado e que seguem tentando chegar a um consenso. A SRT informou que diversas pendências já estavam sendo avaliadas pela equipe de gestores e que para algumas até estudos estão sendo elaborados. Foi firmado o compromisso de que o governo dará retorno a cada item pendente e registrado no Termo de Acordo nº 11 entre os meses de setembro e outubro. Entre as questões listadas estão temas de interesse da maioria dos servidores do Executivo com racionalização de cargos e reestruturação e criação de carreiras, além da busca pela equiparação de tabelas (NS, NI e NA) a partir da Lei 12.277/10. Veja todos os itens listados no termo clicando aqui.

A Condsef também voltou a cobrar do governo as agendas para a retomada das discussões de itens pendentes de diversos setores de sua base como INPI, Inmetro, Inep, FNDE, SPU, AGU e outros. Sobre essas agendas o Planejamento insiste em reafirmar que as prioridades continuam sendo para categorias que não firmaram acordo, bem como setores que não tiveram reajustes como alguns servidores reintegrados, além de ajustes que precisam ser feitos na tabela dos trabalhadores do HFA. O que o Planejamento continua sinalizando é que essas reuniões devem ser retomadas a partir de setembro.

Greve em 2014 – A Condsef vai continuar cobrando as agendas e buscando soluções para todas as pendências dos setores de sua base. A entidade volta a reforçar que para auxiliar na busca pelo atendimento de suas principais demandas os servidores devem permanecer atentos e reforçar sua mobilização. Para isso uma grande greve em 2014 não está descartada. A pressão junto ao governo é um elemento essencial para garantir que pontos urgentes e necessários que fazem parte da pauta de reivindicação das categorias possam alcançar os avanços esperados.

Fonte: Condsef