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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Se PT insistir no plebiscito, vamos gritar Fora Dilma', afirma


Paulinho, Presidente da Força, crítica plano dos petistas cie de usar mobilização de quinta para defender bandeira de Dilma 

Numa reação ao plano do partido de Dilma Rousseff de defender no Dia Nacional de Luta a bandeira de reforma política da presidente, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, afirmou que, "se o PT insistir em "enxertar" essa história de plebiscito na manifestação de quinta-feira, a Força Sindical levantará a bandeira do "Fora Dilma"". "Nossa manifestação é pela redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, reajuste para os aposentados e mais investimentos em saúde e educação", disse Paulinho.

A Executiva Nacional do PT aprovou, na quinta-feira passada, uma resolução na qual convoca seus militantes a assumirem "decididamente" as manifestações no Dia Nacional de Luta, com greves e atos em defesa das reivindicações trabalhistas e da reforma política, com plebiscito. "Não podemos permitir que o PT utilize a Força Sindical e outras centrais sindicais como correia de transmissão do que pensa o partido", disse o deputado do PDT, que vive em rota de colisão com Dilma e pretende criar um novo partido, para a disputa de 2014.

"O que Rui Falcão está tentando fazer é uma apropriação indébita da pauta dos trabalhadores. Vamos deixar bem claro: o plebiscito não está na pauta do ato das centrais sindicais, no dia 11", emendou, numa referência ao presidente do PT.

Procurado, Falcão não quis comentar o assunto, Além de cartazes com "Fora Dilma", o deputado disse que não se surpreenderá com faixas pedindo "Volta Lula". Embora o PT tenha baixado ordem para abafar esse coro, há no partido quem continue pregando a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2014, em substituição a Dilma Rousseff.

"Se precisar". "Lula não quer voltar, mas, se precisar, volta", afirmou o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), um dos que defendem o retorno do ex-presidente. Devanir foi o deputado que apresentou a proposta de terceiro mandato para Lula, rejeitada por este.

Na semana passada, Falcão disse que a CUT e as outras cinco centrais sindicais estavam unidas na organização do Dia Nacional de Luta. Afirmou, ainda, que o PT, o PDT e o PC do B programaram uma reunião para sexta-feira com as centrais, a CNBB, a OAB, a UNE e o MST, com o objetivo de debater pontos da reforma política e tributária.

"Eu acho que o Paulinho está sendo oportunista", reagiu o deputado André Vargas (PT-PR). A mudança nas regras de financiamento eleitoral vai servir para democratizar a participação de trabalhadores na política, por exemplo."

Para Vargas, o presidente da Força Sindical foi "contaminado" pelas recentes manifestações, que rejeitaram a participação de partidos em passeatas. "Essa postura é até compreensível para um adolescente, mas não para alguém que pretende presidir um partido", provocou.

Pontos
Dilma enviou ao Congresso proposta de cinco pontos que devem ser submetidos a consulta popular para a reforma política. Na lista estão o financiamento de campanha (público, privado ou misto), a definição do sistema eleitoral (voto distrital, distrital misto, distritão), o fim das coligações proporcionais e do voto secreto no Parlamento, além da manutenção ou não dos suplentes no Senado. Até agora, porém, há forte resistência, no Congresso, a convocar o plebiscito.

Sem plebiscito
"Nossa manifestação é pela redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, reajuste para os aposentados e mais investimentos em saúde e educação" (Paulo Pereira da Silva, Presidente da Força Sindical)

Fonte: O Estado de S. Paulo