A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Reitoria permite que UFMG seja base militar da Força Nacional


Durante as últimas semanas, todo o País se envolveu nos protestos e manifestações que começaram em Porto Alegre, ganharam força em São Paulo com o Movimento Passe Livre e se intensificaram com o início da Copa das Confederações.

Estamos participando de um momento em que vemos uma intensa mobilização popular, conduzida por sentimentos de indignação da população, oprimida pelo Estado, que se rebela e mostra nas ruas seu poder de mobilização por direitos como saúde, educação, moradia digna, segurança pública e transporte público de qualidade. Os aumentos das passagens de ônibus levaram à reflexão quanto ao absurdo do sistema de transporte público e fez ressurgir várias outras demandas da população.

As manifestações seguem enfrentando muita violência e repressão por parte da PM, e em Belo Horizonte não foi diferente. Além da repressão nas ruas vivemos uma situação absurda. No dia 22 de junho, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) serviu como base militar para 150 integrantes da Força Nacional atacarem os manifestantes que passavam pela Av. Antônio Carlos, rumo ao Mineirão. Os militares perseguirem manifestantes, atiraram bombas de gás lacrimogênio em todas as direações e impedirem pessoas feridas de saírem para buscar socorro. Esta postura, no entanto, não é surpresa para quem conhece a política da atual Reitoria, que persegue lideranças estudantis, jubila estudantes que reivindicam assistência estudantil, proíbe festas, espaços de convivência e de cultura e chama a Polícia Militar para interromper atividades culturais no campus, e que, por outro lado, nem sequer adverte alunos que praticam atos de racismo, machismo ou fazem apologia ao nazismo, como, por exemplo, os autores do trote na Faculdade de Direito.

Uma instituição que serviu na Ditadura Militar para abrigar jovens perseguidos pela repressão tomou uma atitude totalmente contrária à sua história e ao seu princípio fundamental de autonomia.

Os estudantes repudiaram tal atitude, ocuparam a reitoria da UFMG no dia 25 e iniciaram um acampamento na universidade em protesto contra as forças policiais no campus. O protesto esperava por decisões que estavam sendo tomada no Conselho Universitário nesse mesmo dia. A representação discente levou ao Conselho as reivindicações dos estudantes, dentre as quais a principal era a retirada e proibição da permanência da Força Nacional dentro da UFMG, o que foi conquistado diante da pressão da comunidade acadêmica. Uma importante vitória dos estudantes!

Movimento Voz Ativa da UFMG

Fonte: Jornal A Verdade