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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Governo e policiais civis não entram em acordo e greve geral continua em Santa Catarina


Reunião terminou sem definição, mas categoria considera que negociações estão avançando


Policiais civis e governo estadual ainda não entraram em acordo sobre as principais reivindicações da categoria, mas as negociações estão avançando.

Alguns valores no aumento salarial e prazos para reajustes estão emperrando o fim da greve geral que começou nesta segunda-feira em Santa Catarina.

Agentes, escrivães e psicólogos policiais continuam paralisados e apenas 30% do efetivo segue atendendo casos de emergência.

A última reunião entre policiais civis e governo estadual, nesta segunda à noite, na Secretaria da Fazenda, teve como base a última proposta do governo, divulgada nesta tarde.

A remuneração média mínima passaria de R$ 2.983 para R$4.520 e o teto seria de R$11.965 contra os atuais R$8.200. Os aumentos seriam concedidos gradualmente até dezembro de 2015.

O secretário da Fazenda Antonio Gavazzoni informou que a oferta foi melhorada, pois além do reajuste o governo acenou com a compactação dos três primeiros níveis, dentre oito, em 2016. Isso significa que, em 2016, o menor salário da categoria seria de R$ 6.647,61.

— Nós respeitamos a greve, mas a consideramos injusta porque a proposta é boa — observou Gavazzoni, que garantiu que a oferta é definitiva.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), Anderson Amorim, disse que a categoria discorda de alguns termos como o valor inicial e o final.

Para o Sinpol-SC, o salário inicial deve ter um acréscimo de R$ 500 e o final, um aumento de cerca de R$ 2.500 a mais do que o proposto. Amorim considerou boa a proposta de compactação, mas disse que a categoria quer quatro níveis em vez de cinco, como acenou o governo.

Quanto ao prazo do governo até final de 2015 para os reajustes, a categoria considerou longo e quer até final de 2014.

— Estamos caminhando para um entendimento e aguardamos a contra-proposta. Por enquanto, a greve continua — afirmou Amorim.

A operação padrão está descartada pelo Sinpol-SC, de acordo com Amorim. Este tipo de operação consiste em intensificar os trabalhos de blitze, vistorias em empresas e bares, além do cumprimento de mandados de prisão em aberto, que normalmente demorariam para serem efetuados.

O Sinpol-SC calcula uma adesão de cerca de 90% em todas as regiões do Estado, algo em torno de 2.500 policiais, incluindo os não sindicalizados.

A greve geral continua com 30% do efetivo trabalhando somente em casos de emergência. Só estão sendo registradas ocorrências como homicídio, tentativa de homicídio, suicídio, latrocínio, sequestro e cárcere privado, estupro, desaparecimento de pessoa, furto/roubo de veículo, e recuperação de veículo furtado/roubado.

Para demais atendimentos, a população deve acessar a Delegacia Eletrônica, no site: www.pc.sc.gov.br.

Serviços em órgãos de trânsito como Detran estão suspensos caso o atendimento seja feito por policiais civis, assim como emissão de carteiras de identidade. 

Fonte: Diário Catarinense

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