A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Franklin Martins e marqueteiro de Dilma divergem sobre respostas às ruas


A zona de turbulência enfrentada pelo governo da presidente Dilma Rousseff desde o início de junho, após a onda de manifestações que se espalhou pelo país, trouxe de volta à cena, mesmo que nos bastidores e de maneira informal, Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula.

Oficialmente, ele não faz parte do Executivo de hoje. No entanto, despachou com Dilma e deu pitacos no auge da crise para agregar um discurso mais político, ideológico e denso em relação à pegada estritamente publicitária do marqueteiro da presidente, João Santana.

Nos bastidores do Planalto, circulou a informação de que ocorreram pequenos ruídos entre os dois, que já trabalharam de maneira bastante afinada no governo Lula.

Um dos interlocutores palacianos informa que, inicialmente, Franklin Martins teria feito críticas pontuais à condução da imagem do governo em relação à insatisfação das ruas.

Defendeu que era preciso mais conteúdo político e fortalecimento real dos programas sociais da gestão do que necessariamente ações de marketing. Ele é partidário da teoria de que não adianta um embrulho bonito se o presente não é bom.

Franklin teria feito a avaliação de que as manifestações têm um lado positivo por tirar o governo da zona de conforto. Defendeu a constituinte exclusiva e o plebiscito em relação à reforma política.

Nas conversas com a presidente, reforçou que o povo precisava ser ouvido nesse momento. Um governista avaliou, de maneira reservada, que, por outro lado, João Santana tenta reforçar uma linha de ação em que a presidente sustente o discurso e ações direcionadas à chamada nova classe média, que paga impostos, no entanto, não recebe serviços de qualidade.

Bastante ligado ao ex-ministro José Dirceu, Franklin Martins foi acionado e atuou muito mais como emissário de Lula, que estava fora do país no momento de maior turbulência das ruas. Quando Dilma foi a São Paulo para a reunião com o ex-presidente, no início de junho, Franklin participou do encontro.

Fontes ouvidas pelo Correio alegam que não existe nenhuma informação de que o jornalista integrará o governo. A figura de Franklin é avaliada como um conselheiro que defende o posicionamento da gestão mais à esquerda.

“Na situação de emergência, a presidente montou uma bancada de conselheiros. Franklin Martins é homem inteligente. E o melhor: o que ele fala todos entendem que é a opinião de Lula. Por isso, tem que ser respeitado”, resumiu um político bastante ligado ao ex-presidente petista.

A atuação do governo federal nas redes sociais é alvo de crítica de representantes de vários segmentos da gestão. Há quem diga que João Santana gasta todas as energias na televisão e esquece a comunicação feita pela internet.

Esse grupo quer que o governo federal fortaleça e amplie o número de blogueiros “amigos” da gestão para formar a opinião pública e combater visões consideradas conservadoras de um segmento da imprensa. 

Fonte: Correio Braziliense

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