A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Agentes federais apelam ao papa por mais saúde e valorização


"Papa, abençoe os agentes federais porque estamos abandonados". Com este apelo estampado numa faixa preta com letras amarelas, as cores da corporação, cerca de 100 servidores da Polícia Federal no Rio de Janeiro e de diversos outros estados fizeram nova manifestação pública nesta terça-feira (23), numa alusão à presença do papa Francisco na cidade para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). 

Em vez de armas, portavam 30 cruzes de madeira nas mãos e uma cruz em tamanho natural, numa homenagem aos colegas que morreram no exercício da profissão, vítimas de acidentes, mortes violentas ou suicídios. Vestidos de preto, simbolizando luto, servidores da ativa e aposentados se concentraram durante toda a manhã, em frente à sede da Superintendência Regional (SR), na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio. 

Após discursos dos dirigentes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e dos sindicatos estaduais, os manifestantes rezaram as orações do Pai Nosso e da Ave Maria, e, sob o toque da marcha fúnebre, soltaram balões brancos e amarelos, as cores do Vaticano.

"O protesto só não foi maior porque um grupo de 200 policiais federais de diversos estados, que participava de uma reunião no auditório da SR para discutir a logística da visita do papa na cidade, não foi liberado para participar da manifestação pelos delegados que conduziam a programação", reclamou um dos manifestantes. 

Uma parte do grupo chegou a subir até o auditório, para tentar pressionar a liberação dos colegas, mas os delegados responsáveis pelo treinamento não cederam.

O protesto também chamava a atenção contra os casos de assédio moral, perseguições e o alto índice de doenças e problemas emocionais e psiquiátricos que afligem agentes, papiloscopistas e escrivães, como estresse, depressão, ansiedade e ideações suicidas.

"Hoje, 30% do efetivo de policiais federais usa algum tipo de medicamento controlado, está licenciado ou afastado para tratamento psicológico ou psiquiátrico", alertou o vice-presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, referindo-se a recente pesquisa com 2.360 entrevistados sobre a saúde do servidor do DPF.

Segundo ele, nos últimos três anos, 12 policiais se suicidaram por não suportar as pressões do trabalho, a desmotivação e falta de perspectiva na profissão, sem receber acompanhamento psicológico adequado do Departamento de Polícia Federal (DPF).

Fonte: Jornal do Brasil

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