A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Centrais saem frustradas de encontro coma presidente


Dilma pediu apoio aos cinco pactos que propôs ao país, mas não atendeu a nenhuma demanda dos sindicatos

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, apesar de terem motivos distintos, saíram ontem da reunião coma presidente Dilma Rousseff com ânimo redobrado para mobilizar as bases para greves e manifestações no próximo dia 11 de julho. O motivo é que a presidente não deu qualquer perspectiva de encaminhamento para a pauta de reivindicações das centrais. A reunião contou coma participação do Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e da Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O foco do encontro, promovido pelo Palácio do Planalto, tinha o objetivo de contar com o apoio das centrais sindicais para os pactos definidos por Dilma como resposta às manifestações das ruas. Dilma detalhou cada um dos pontos que já havia apresentado à sociedade na segunda-feira e pediu apoio das centrais para formular projeto que abrirá plebiscito no país sobre a reforma política.

“A presidente pediu que cada uma das centrais formulasse propostas e soluções para que, na elaboração do projeto que enviará ao Congresso, possa contemplar a opinião e as propostas dos sindicatos”, disse o ministro Manoel Dias após a reunião. A disposição do governo, no entanto, não agradou a algumas das centrais presentes, que esperaram alguma sinalização mais concreta sobre a pauta de reivindicações em análise pelo governo. “Nós colocamos a nossa pauta e, no final, a presidente levantou e saiu. Viemos mais para ouvir os planos mirabolantes da presidente Dilma do que uma solução para os trabalhadores”, disse o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDTSP) ao ressaltar que amanhã devem ser definidas como serão as manifestações e quais categorias entrarão em greve.

O presidente da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, tratou de contemporizar as afirmações do líder da Força Sindical afirmando que o objetivo principal da reunião era detalhar as preocupações do governo com a situação do país e que as pautas dos trabalhadores serão negociadas pelo Ministro Manoel Dias e pelo ministro-chefe da Secretaria- Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. “O Paulinho vem com uma pauta partidária e utiliza os trabalhadores para pretensões políticas”, acusa. Apesar disso, Freitas também anunciou que a CUT irá promover as manifestações no dia 11 para pressionar o governo a dar mais agilidade nas respostas às pautas dos trabalhadores. “O governo é lerdo para resolver a pautados trabalhadores”, diz Freitas.

“Da pauta que entregamos só andou a questão da isenção do imposto de renda sobre a PLR dos trabalhadores, das outras 11 pautas que nós temos, não andou nada”. Na pauta de reivindicações mais urgentes estão o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e a retirada de pauta do Projeto de Regulamentação da Terceirização (PL 4330). Segundo Freitas, o governo está demorando para implementar uma mesa de negociação quadripartite – entre governo, trabalhadores, empresas e o Congresso Nacional – para chegar a um consenso sobre o tema. “O governo está com a obrigação de constituir essa mesa para chegar a um acordo sobre a terceirização”.

Fonte: Brasil Econômico