A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Câmara aprova fim do pagamento de 14º e 15º salários


Os deputados aprovaram nesta quarta-feira projeto que acaba com os chamados 14º e 15º salários pagos a deputados e senadores. A ajuda de custo, no mesmo valor do subsídio parlamentar, era paga sempre no início e no final do ano. Com a mudança, a economia estimada para o primeiro ano ultrapassa os R$ 30 milhões.

Mas a ajuda ainda será paga no início e no final dos mandatos, que é de quatro anos para deputados e de oito anos para senadores, para compensar despesas com mudanças e transporte.

O projeto contou com o apoio de todos os líderes partidários. Como a deputada Manuela D'ávila, líder do PCdoB.

"Eu acredito que todos os trabalhadores e trabalhadoras têm os mesmos direitos. É por isso que a partir de hoje os deputados e deputadas terão os mesmos direitos: 13 salários anuais."

Relator da proposta na Comissão de Finanças e Tributação, o deputado Afonso Florence, do PT da Bahia, acredita que uma mudança na conjuntura política permitiu a aprovação do projeto.

"Eu estava relator na Comissão de Finanças e Tributação no ano passado, e tentei o ano todo fazer isso. Acho que houve uma conjuntura favorável, e os que eram a favor desde o ano passado, não apenas eu e não apenas o meu partido, aproveitamos a oportunidade. Ano passado teve conjuntura eleitoral, teve momentos em que não houve quórum não apenas por causa da objeção, houve momentos em que houve verificação de quórum quando eu tentava botar em votação e o quórum caiu com parlamentares se retirando do plenário."

O líder da minoria, deputado Nilson Leitão, considera que a aprovação desta quarta-feira melhora a imagem do Parlamento junto à sociedade.

"Acho que agora é um reencontro, um recomeço, uma nova vida. Que tem que começar por nós, por cada um. Tiramos aquilo que é uma afronta ao povo brasileiro. Sem querer demonizar o passado, mas olhar pra frente e dizer que o Congresso precisa viver um novo momento."

Mas, voz dissonante no plenário, o deputado Newton Cardoso, do PMDB mineiro, disse que alguns parlamentares, mais humildes, não poderiam abrir mão desse pagamento extra.

"Estão votando porque é a pressão em cima deles. Eu acho errado. Vou votar contra porque essa Casa não pode abrir mão dos mais humildes, desse salário. Eu abro mão porque posso abrir mão. Venho 'praqui' com avião próprio, mas quem não pode vir de avião próprio? Tem que receber o salário da Câmara."

O projeto que acaba com os chamados 14º e 15º salários segue agora para promulgação.

Fonte: Rádio Câmara