A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Trabalhadores decretam greve


Os estivadores dos portos de Santos, Paranaguá (PR) e Rio de Janeiro paralisaram as atividades desde as 13h de ontem para pressionar o Congresso e o governo federal para incluir a questão trabalhista na votação da MP dos Portos. Rodnei Santos, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Guarujá e Cubatão, afirmou que a greve é por tempo indeterminado até os deputados incluírem as emendas com benefícios aos trabalhadores, que haviam sido negociados com o governo. Em Santos e Paranaguá, ao menos 30 navios atracaram desde a tarde de ontem e não operaram por falta de estivadores.O presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Júnior, disse que o movimento deve se ampliar gradativamente para todos os portos do País. "Começou por volta das 13h nos portos de Santos, Paranaguá e já alcançou o do Rio de Janeiro e está se estendendo também aos portos de Belém, Manaus e Recife. Nossa intenção é ter a adesão de todos os cerca de 43 mil trabalhadores de todas as categorias que atuam nos portos do País", disse.

Segundo o sindicalista, do total de portuários, cerca de 8 mil estão no Porto do Rio de Janeiro, onde, pelas contas da federação, 100% dos trabalhadores estão parados em protesto contra a MP. A principal queixa dos estivadores é a possibilidade de os portos privados contratarem pessoal sem a intermediação do órgão gestor de mão de obra (Ogmo). "Queremos que a contratação permaneça sendo feita pelo órgão gestor, com a participação dos sindicatos. Passar para celetista é a extinção da categoria", diz Ferreira.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (PDT-SP) se reuniu com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, mas disse que ela está "irredutível" quanto à inclusão de uma brecha para os trabalhadores dos portos organizados também trabalharem nos terminais privados. Segundo ele, o governo havia prometido incluir a questão e não cumpriu. Os sindicalistas se sentiram enganados. Diante do impasse, Paulinho sugeriu resolver a questão no voto. "Se a MP for mantida como está, tira o direito dos trabalhadores de atuarem nos futuros terminais", argumentou.

Fonte: Jornal do Commercio/PE

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