A aposentadoria não significa um final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos e projetos

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Policiais federais aprovam greve nacional a partir de terça-feira


A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou nesta quarta-feira o início de uma greve geral da categoria a partir da próxima terça-feira. A paralisação pode afetar atividades dos agentes em fronteiras, aeroportos e portos.

A categoria pede reestruturação salarial e da carreira e a saída do atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, segundo a assessoria de imprensa da Fenapef, entidade que reúne 13 mil filiados. Os agentes devem realizar uma marcha em Brasília na próxima quarta-feira.

Cada Estado deverá definir a partir de quinta-feira as ações que deverão ser tomadas durante a paralisação, como a adoção de operação-padrão. Os policiais federais dizem não ter recebido nenhuma proposta do governo após quase três anos de negociações com o Ministério do Planejamento, que dialoga com os movimentos grevistas.

A categoria é mais uma a optar pela greve diante do impasse nas negociações com o governo. As paralisações atingem diversos setores do funcionalismo federal, incluindo professores e técnicos de universidades federais, agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agências reguladoras e funcionários de nove ministérios em Brasília, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef).
Reuters

Servidores federais fecham Av. dos Estados em protesto


O ato dos servidores federais da UFABC (Universidade Federal do ABC) em parceria com o campus Diadema da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) bloqueou o tráfego de veículos da Avenida dos Estados, na altura do número 5.000, sentido São Paulo, por cerca de 15 minutos na manhã de ontem. Munidos de cartazes, apitos e carro de som, cerca de 200 manifestantes pediram a abertura de negociação para a categoria, em greve há cerca de 50 dias.

A pauta nacional do funcionalismo reivindica reajuste de 22,08% (o salário inicial é de R$ 900), manutenção da carga horária de 30 horas semanais e realização de concurso público. O prazo para que fosse apresentada proposta salarial para a categoria expirou na segunda-feira.Outra reunião deve ser agendada entre os dias 13 e 17 de agosto. "O governo tem que perceber que os técnicos administrativos também são fundamentais para garantir a expansão da universidade no País. Não adianta negociar só com os professores", destaca o coordenador geral da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), Gibran Jordão.

Apesar de clima tenso e alguns motoristas exaltados com o bloqueio da avenida que liga o Grande ABC à Capital, não houve conflito e mais transtornos ao trânsito local. O tráfego de veículos foi desviado no cruzamento da Avenida dos Estados com a Rua Antônio Cardoso para o Viaduto Pedro Dell'Antônia a partir das 11h30 até por volta das 12h. A manifestação teve fim com caminhada até a Rua Santa Adélia, por volta das 12h30.

O protesto contou com apoio de representantes dos alunos e docentes das duas universidades com campus na região, além de participação de servidores em greve do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entidades sindicais da região e de integrantes da Fasubra e do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto).

Ainda ontem, servidores federais realizaram ato unificado na Avenida Paulista durante a tarde. A ação marcou o Dia Nacional de Luta e Apoio aos Servidores Públicos Federais convocada em todos os Estados pelas centrais de greve.

Andes e governo realizam mais uma reunião na noite de hoje

Está marcada para hoje às 21h, mais uma reunião entre representantes do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e do Ministério do Planejamento, em Brasília.

De acordo com o comando nacional de greve da categoria, paralisada há 74 dias, as assembleias já realizadas rejeitaram a segunda versão da proposta do governo e decidem pela manutenção da greve. Na região, Unifesp e UFABC rejeitaram a proposta e votaram por seguir com paralisação.

De acordo com os educadores, o documento apresentado pelo governo não atende a principal reivindicação da categoria: reestruturação da carreira.


Fonte: Diário do Grande ABC
Natália Fernandjes 

Ministro espera "bom senso" de servidores federais em greve


Um dos principais articuladores políticos do governo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu "bom senso" e "compreensão" aos mais de 350 mil servidores em greve há dois meses. Segundo o ministro, o governo trabalha para manter o emprego dos trabalhadores da iniciativa privada, que não têm estabilidade.

"O (Ministério do) Planejamento segue fazendo as negociações conforme foi combinado, então tenho esperança de que prevaleça o bom senso e de que haja compreensão de que o momento no mundo exige muito cuidado nosso e que os funcionários levem em conta que não se pode fazer uma greve antes de ter uma palavra final do governo", disse o ministro.

"Toda o nosso espaço fiscal estamos procurando empregar para estimular a indústria, a agricultura, os serviços, o comércio, porque são esses que nos preocupam mais", argumentou o ministro. O governo, por diversas vezes, vem sendo criticado por centrais sindicais por dar apoio ao setor produtivo e não atender à reivindicação por reajustes salariais.

Na última segunda-feira, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o Executivo havia feito sua oferta final aos professores universitários federais - que representam cerca de metade dos grevistas. Em tom mais conciliatório, disse que ainda pode haver mais negociações, mas "a reponsabilidade nos (governo) faz analisar com muito cuidado cada passo".

Fonte: Terra
Diogo Alcântara
Direto de Brasília

Servidores federais vão à Justiça contra substituição de grevistas


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) vai entrar com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decreto da presidente Dilma Rousseff que autoriza a substituição de servidores federais em greve por funcionários estaduais ou terceirizados. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, após reunião da entidade para definir novo calendário de atividades da greve. Os servidores federais estão paralisados há 42 dias.

De acordo com José Milton Costa, secretário-geral do Condsef, assessores jurídicos da entidade entenderam que recorrer ao STF é a melhor solução. "O entendimento é de que é inconstitucional, pois trata de funções que são prerrogativa dos servidores da União", disse. Segundo Costa, a ação deve ser proposta na semana que vem.

Durante a reunião, ficou definido também que no próximo dia 9 serão realizadas manifestações das categorias em greve em todos os Estados. "Será um dia nacional de luta", disse o secretário-geral. Costa afirmou que entre os dias 13 e 17 de agosto - quando está previsto que o governo federal retome as negociações com os grevistas, suspensas no início desta semana - o movimento montará acampamento na esplanada dos Ministérios, zona central de Brasília.

Os servidores decidiram endurecer a paralisação após o Ministério do Planejamento adiar as negociações. Inicialmente, o órgão havia se comprometido a apresentar proposta até dia 31 de julho. Há urgência na definição dos reajustes, pois a partir de 30 de agosto não será possível fazer modificações na previsão orçamentária para 2013.

Fonte: Agência Brasil